Academia do bacahau do Porto

 

Qual a razão do nome “Academia do Bacalhau”?
 

A escolha do nome para baptizar carinhosamente a Academia, assentou em razões lógicas, afectivas e histórico-culturais, uma vez que para nós portugueses o bacalhau foi, é e será tradicionalmente designado de “Fiel Amigo”, porque está sempre presente tanto na mesa do pobre como na mesa do rico, quer em ocasiões natalícias ou outras!...

Razão lógica, porque se a Academia congrega um grupo de “fieis amigos”, o mais apropriado e carinhoso nome para a baptizar não poderia ser outro senão o de Academia do Bacalhau.

Razão afectiva, porque quando deliciosamente saboreado em convívios e tertúlias entre portugueses longe da pátria, nos recorda com saudade e quantas vezes com lágrimas nos olhos este nosso tão querido Portugal.

Razão histórico-cultural, porque hoje sabemos que o acesso a uma fonte de alimentação com elevado nível proteico e capaz de ser conservada durante longos espaços de tempo, foi um factor determinante e de vantagem fundamental nas “corridas” ao desenvolvimento das civilizações ao longo dos séculos. Desta maneira foi também graças ao bacalhau, desde a sua descoberta nos mares do Norte em 1497, que foram fisicamente possíveis as prolongadas viagens com destinos desconhecidos que os portugueses levaram a cabo com coragem e determinação na epopeia dos descobrimentos e deste modo se iniciou um processo histórico, que hoje designamos de globalização.

É por tais razões que nas Tertúlias organizadas mensalmente por todas as Academias do Bacalhau do mundo, o bacalhau faz parte integrante da ementa dos almoços ou jantares, regado com um fino azeite e acompanhado de um bom vinho tinto português, o qual também serve para se fazer a saudação académica muito especial, o célebre “Gavião de Penacho” que entusiástica e calorosamente todos entoam para iniciar e encerrar tais tertúlias, bem como homenagear convidados ou entidades oficiais presentes.

É curioso saber que esta académica saudação foi “importada” do Orfeão Universitário do Porto que, em 1969 fez a sua primeira digressão por terras sul-africanas, a convite da Academia do Bacalhau de Joanesburgo e na qual os estudantes se sentiram em casa, pois cantavam com os Compadres da Academia o seu “Gavião de Penacho”, dando azo como habitualmente à sua exuberante alegria, boa disposição e até uma certa dose de alguma salutar e académica irreverência!

Gavião de Penacho !...

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