Academia do bacahau do Porto

 

Como se justifica que um movimento fundado há quatro décadas em Joanesburgo se tenha difundido com o mesmo espírito por todo o mundo?

Após a fundação da Academia-Mãe exactamente em 1968, começaram a espalhar-se pela principais cidade da África do Sul, nomeadamente Cape Town, Durban, Port Elisabeth, Welkom, PieterMaritzburg, Pretoria, East London, Rustenberg e posteriormente Suazilândia e Namíbia, tornando-se cada vez mais conhecidas pelas acções de filantropia, solidariedade e assistência moral e material que prestavam aos portugueses emigrante mais necessitados, mas também pela defesa e prestígio do bom nome de Portugal e dos portugueses, bem como pela afirmação dos nossos valores histórico-culturais.

Ninguém olhava ao que o vizinho dava e o importante era conseguir-se o montante necessário para que, por exemplo, se pudesse dar uma bolsa de estudo a um estudante, uma cadeira de rodas a um inválido, ajuda monetária a uma família carenciada ou até se pudessem realizar intervenções cirúrgicas, etc.

Entretanto, já com outras Academias a funcionar na África do Sul e após o 25 de Abril, começaram a surgir imensos casos verdadeiramente dramáticos que necessitavam de ajuda imediata, nomeadamente famílias de compatriotas proveniente de Moçambique e Angola que procuravam, em condições trágicas e desesperadas, segurança na África do Sul, trazendo muitas vezes só a roupa que vestiam e eram recebidas em “campos de refugiados” que o governo sul-africano disponibilizou.

Tal situação originou que no IV Congresso das Academias do Bacalhau, realizado na Suazilândia entre os dias 8 e 10 de Novembro de 1974, fosse tomada a decisão de se criar na África do Sul a Sociedade Portuguesa de Beneficência – SPB, bem como uma Federação que pudesse vir ajuntar todas as organizações da comunidade portuguesa em África.

Podemos pois considerar um marco da mais relevância importância a criação em finais de 1975 e na África do Sul, da Sociedade Portuguesa de Beneficência, a qual deu um grande apoio e prestou toda a assistência a milhares de compatriotas provenientes de Angola e Moçambique e fundou posteriormente o Lar de Santa Isabel nos arredores de Joanesburgo, que constitui uma admirável obra de acolhimento para emigrantes portugueses da terceira idade e que é actualmente considerado um dos melhores lares de idosos na África do Sul.

Quanto à ideia da referida Federação atrás mencionada, nunca se chegou a concretizar.

Há que considerar dois factos históricos que impulsionaram a universalização deste movimento: o 25 de Abril de 1974 e as mudanças politicas que tiveram lugar na África do Sul, levaram que muitas centenas de milhares de portugueses deixassem o continente africano por razões de segurança, para reconstruírem as suas vidas em Portugal e noutros países por esse mundo fora, mas trazendo no seu coração, o espírito altruísta das “Academias do Bacalhau” e desta maneira, conjuntamente com portugueses já residentes nesses países, se fundaram outras Academias, devidamente autorizadas pela chamada Academia-Mãe de Joanesburgo, mas obedecendo todas ao mesmo ideário e às mesmas Normas.

E foi assim que, volvidas quatro décadas esta instituição genuinamente portuguesa e em boa hora baptizada de Academia do Bacalhau, se universalizou!...

 

Academias do Mundo

1      

África do Sul

Portugal

Estados Unidos

Brasil

Joanesburgo

Cape Town
Durban

Port Elizabeth
Welkom
Pietermaritzburg Pretória

Rustenburg

East London

Lisboa

Porto

Albufeira

Costa do Estoril

Estremoz

Aveiro

Coimbra

São Miguel

Angra do Heroísmo

Ponta Delgada

Faial

New England

Newwark

New York

Danbury

 

Belo Horizonte

Brasília

Niterói

Recife

Rio de Janeiro

Fortaleza

Teresoplis

 

1      

Namíbia

Suazilândia

Canadá

Venezuela

Windoek

Manzini

Mbabane

Toronto

Caracas

Valência

Maracai

1      

Angola

França

Austrália

Suécia

Luanda

Paris

Lyon

Sidney

Perth

Gotenburgo

1      

Luxemburgo

 

 

Em formação

Dudelange

   

Espanha

Reino Unido

Macau

Japão

 

 

Desta maneira, as Academias do Bacalhau espalhadas pelo mundo já congregam mais de 60.000, Compadres e Comadres que, exibem com orgulho o académico Emblema e o Diploma que a todos é dado após um período de tirocínio, desde personalidades governamentais, autarcas, administradores e gestores empresariais, médicos, arquitectos, advogados, professores, construtores civis e a tantos outros das mais humildes mas digníssimas profissões, todos referenciando em uníssono a “Academia do Bacalhau” como um expoente máximo de filantropia e portuguesismo, celebrando em conjunto os valores da amizade, portugalidade e solidariedade, numa língua que transporta por esse mundo a nossa cultura.

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